Após desistir do Ceará, chinesa Higer abre conversas com outros Estados para implantar fábrica de ônibus elétricos

Ônibus da Higer. Foto: Divulgação

Por Átila Varela

Após ter desistido de instalar sua fábrica de ônibus elétricos no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Pecém), a chinesa TEVX  Higer iniciou o processo de abertura de diálogo com outros Estados.

Segundo a empresa,  os diálogos foram mantidos com Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará por mais de um ano, culminando em um memorando de entendimento. O documento previa estudos para a montagem de uma linha de produção de ônibus elétricos.

“Estrategicamente, a marca chinesa planeja, de fato, construir uma fábrica no Brasil, que servirá como base de exportação para América Latina”, afirmou a Higer em nota ao Focus.

Contudo, a estratégia com o Ceará não rendeu frutos. “As negociações com o Ceará não avançaram na direção que a empresa esperava, o que justifica a a abertura de conversas também com outros Estados”, revelou.

O que a Higer pretendia? 

Inicialmente, produzir os ônibus elétricos em 2024. Em entrevista exclusiva ao Focus em 2022, o diretor da América Latina da companhia, Marcello Barella, chegou a detalhar os planos para o Estado.

Ao todo, a unidade seria instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém e contaria com 180 mil metros quadrados. Os investimentos somariam US$ 20 milhões.

O modelo inicial de produção previsto era o PKD (Partial Knock-Down). No Ceará, o veículo viria parcialmente desmontando. Distribuidores mandariam itens como vidros, assentos e motores e baterias para ser colocados nos veículos. Na segunda etapa, migraria para o modelo SKD (Semi Knock-Down). Várias partes seriam pré-montadas nesse processo.

O total de unidades produzidas inicialmente girava em 350 por ano. Em 2025, a meta era dobrar para 700 unidades.

Com relação à geração de empregos, 500 postos de trabalhos diretos previstos. Indiretos, 300.

A unidade no Pecém teria a chance de exportar parte de sua produção para os mercados da América Latina. O México era um dos destinos prioritários.

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