Pix tem impactos macroeconômicos e gera economia para governo, diz Campos Neto

 

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta terça-feira, 5, que o Pix, sistema de pagamentos instantâneos, proporcionou economia ao governo na cobrança de impostos. “O governo pagava uma fortuna para cobrar imposto pelas plataformas bancárias. Hoje, pode cobrar de graça pelo Pix”, declarou Campos Neto durante live sobre inovação organizada pela Casa Jota, do portal jurídico Jota.

Ele destacou que o Pix tornou-se uma variável macroeconômica importante, ao gerar, além de economia ao setor público, a formalização de empregos e bancarização.

Ao lembrar da criação da plataforma, o presidente do BC voltou a dizer que existia uma avaliação no setor financeiro de que o Pix apenas substituiria os pagamentos por TED e DOC, quando a expectativa no BC era de uma “revolução”. Desde o seu lançamento, o sistema, disse, gerou 9 milhões de novas contas bancárias. “Tem gente que só abriu conta por causa do Pix.”

Conforme Campos Neto, após chegar a bater 175 milhões de negociações num único dia, o Pix caminha para atingir o fluxo de um negócio diário por pessoa bancarizada. “É muito mais que a Índia. Nenhum país do planeta teve a adesão que teve o Pix”, assinalou.

Ferramenta ‘relativamente barata’

Ao citar as várias consequências do Pix para a democratização bancária e impactos sobre a economia, o presidente do Banco Central salientou que se tratou de uma ferramenta “relativamente barata”. De acordo com ele, para a implantação, o Pix custou menos de R$ 10 milhões.

A manutenção desse instrumento, conforme o presidente do BC, gira em torno de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões por ano. “Obviamente que, quando o volume cresce, a manutenção aumenta”, disse, lembrando que, no Pix, são realizadas cerca de 175 milhões de operações por dia. “A gente precisa se concentrar nas coisas boas. E as coisas boas estão acontecendo”, disse, citando que dentro do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), conhecido por ser o banco central dos bancos centrais, o modelo do Pix brasileiro é que tem sido usado como estudo de caso.

Agência Estado

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