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Lula, Biden e Modi lançam aliança global por biocombustíveis no G-20

Biocombustível. Foto: Pixabay

Brasil, Estados Unidos e Índia lançaram ontem a Aliança Global de Biocombustíveis (GBA, na sigla em inglês). A iniciativa tem o objetivo de fomentar a produção e o uso de biocombustíveis, sobretudo do etanol, como fonte de energia alternativa para transporte menos poluente do que os combustíveis de origem fóssil.

Os três países estão entre os cinco principais produtores de etanol do mundo. Os EUA, com seu etanol de milho, respondem por 55% da produção mundial, segundo a RFA (Associação de Combustíveis Renováveis). Na vice-liderança do ranking, o Brasil produz o equivalente a 27% desse total. A Índia é a quinta colocada, com 3%, atrás da UE, com 4,8%, e da China, com 3,1%.

O lançamento ocorreu em uma cerimônia breve, à margem da Cúpula do G-20, grupo das principais economias do mundo, na Índia. Não houve discursos oficiais. Apenas o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, apertou uma lâmpada para simbolizar a criação da coalizão.

Participaram da cerimônia os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Joe Biden (EUA), Alberto Fernández (Argentina); as primeiras-ministras Giorgia Meloni (Itália) e Sheikh Hasina (Bangladesh); os primeiros-ministros Lee

Hsien Loong (Cingapura), Narendra Modi (Índia) e Pravind Jugnauth (Ilhas Maurício) e um representante governamental dos Emirados Árabes Unidos. Eles posaram para fotos de mãos dadas.

Estava prevista a participação dos líderes do Canadá e da África do Sul, mas os países não enviaram autoridades à cerimônia. Canadá e Cingapura participam, de início, na condição de observadores da aliança, não de membros fundadores.

REAÇÃO. A nova aliança vai reunir 19 países ao todo. Também fazem parte organizações dos setores público e privado internacionais e dos países membros, no total de 12. Segundo o governo brasileiro, a aliança está aberta a novas adesões. Especialistas ponderam, no entanto, que a demanda pelo etanol ainda é baixa. A expectativa do setor é de que o uso do carro flex, consolidado no Brasil, se espalhe pela Índia e demais participantes no futuro.

“Nosso desafio é garantir o suprimento global num cinturão de bioenergia relevante. A demanda existe”, disse o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi. “Precisa criar uma demanda que muitos países não têm”, completa João Victor Marques, pesquisador da FGV Energia. Hoje, a participação do biocombustível na área de transportes é de apenas 4% na média global.

Segundo Brasil e Índia, a produção de biocombustíveis precisaria triplicar até 2030 para o mundo alcançar emissões líquidas zero até 2050. Os dados citados são da Agência Internacional de Energia.

Agência Estado

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